Thursday, May 25, 2006

Tributo ao gato Ramsés


O Blog desta semana presta tributo àquele que será o animal de estimação que de mais perto acompanho nas andanças online: o gato Ramsés que figura na foto que acompanha o post. Espero que a autora não leve a mal o uso não autorizado... Também eu vivi intensamente o drama que se abateu sobre a vida de Ramsés quando engoliu uma agulha http://rainhadecopas.livejournal.com/27245.html#cutid1. Mas fiquei feliz por Ramsés ter sobrevivido a isso e ter voltado aos seus dias de esplendor (que podem ser acompanhados em várias fotografias em que surge sempre cool). Longa vida a Ramsés.

O tributo serviu de pretexto a um plágio mais ou menos assumido do line-up de "Director's cut" dos Fantomas, uma passagem por clássicos de terror ("Carnival of Souls", "The Omen"), escala numa das músicas mais perturbantes de Jarboe (que alguém já revelou não ter coragem de escutar sozinha em casa), um épico noctivago dos Zombi e a estreia na rádio zero de um talento musical que não sei ao certo se devo revelar aqui. Daí que não o faça.

Obrigado a Ramsés e à colaboradora desta semana. (obrigado também a alguém que contribuiu, mas com um atraso que a impediu de marcar presença no batongo)

Sunday, May 14, 2006

san francisco pertence às rainhas: música para uma qualquer feliz e doce namorada das caldas


Após notório desleixo com o Blog que regista as movimentações do programa Batongoville, voltamos em força com um programa inteiramente dedicado à briosa e sempre simpática falange de juventude dessa cidade que é muito mais do que as figuras de barro que a tornam célebre: as Caldas da Rainha. A motivação terá sido essencialmente proporcionar um estilismo musical ao conjunto de franjas femininas vintage que tenho vindo a descobrir a uma cidade que a minha memória trata de confundir com a Nazaré (com a diferença da segunda me lançar em lembranças mais tristes e não ter a mínima presença na minha nostalgia a que é bem querida a recordação de jogos de Spectrum comprados numa tabacaria ao lado de um café das Caldas). Na verdade, surgiu o programa desta semana como uma banda-sonora para a fascinante fotografia que afixo (e cuja publicação me foi autorizada por uma das presentes na tal babes night out que serviu de mote ao Batongo desta semana). Batongo esse que continuará a assumir o mesmo andamento imprevisível e a fazer frente à inércia que é regra nas rádios onde o reggae metro-sexual domina as playlists.

Para a semana há dub e pândega entre primos no Batongoville.

Sunday, April 02, 2006

Batongo 1.4

intro
total chaos - riot city
ice t & slayer - disorder
suicidal tendencies - institutionalized
white mice - cheesus saves
eat my pussy
love loops
einbruchel
minoma
ave satani
pawel grabowski - the dead
the beautiful schizophonic
meat puppets - lake of fire
pj harvey - desperate kingdom of love
sly & the family stone - somebody's watching you
giant ameba - 28th october
mount eerie
cartola - (aquela da cidade de deus do preciso ir para me encontrar)

as escolhas para este batongo partiram de reacções às notícias de protestos em frança e de uma entrevista de vicious five em que alguém mencionava um documentário ou reportagem em que num protesto um rapaz dizia que nem estava lá para fazer frente a nenhuma medida mas apenas para ver se engatava alguma miúda. pensei em em deixar a racalha à solta nos campos elísios, bombeá-los com gás lacrimogéneo e depois entregar paris aos românticos e amantes. não sei se isto faz assim tanto sentido, mas o último terço do batongo é suposto servir a quem queira trocar uns beijinhos em vez de pedras e cocktails molotov.

Wednesday, March 29, 2006

preview para batongo 1.4



O batongo dos próximos dias 30 de Março e 2 de Abril terá por título "Paris pertence aos amantes e não aos revoltados". A imagem postada não ilustra forçosamente o que se vai escutar. Gosto da unha do polegar.

Thursday, March 23, 2006

batongoville 1.3

intro
CAVEIRA - sharon stone
jesu - man / woman
what now
lightning bolt - 13 monsters
(shoegaze)
arab strap - dream sequence
the books - enjoy your worries
m83 - 15
murcof - rostro
jimmy smith - let's stay together

demos espaço a faixas mais extensas. a escolha de "sharon stone(r)" terá sido a mais convencional para representar os CAVEIRA, mas foi consensual abrir com aquela introdução turbulenta e tentar construir o batongo a partir dali. o resto é mais ou menos desolador e espaçado. houve contudo o bom senso de terminar com uma faixa completamente no espiritio "get it on", pq o batongoville tb promove a natalidade.

batongo 1.2

batongo
a piece of lou
sebadoh - elixir is zog
liars - let's not wrestle mt. heart attack
my way my love - captain
the hospitals - airplanes there
part chimp - hello bastards
the advantage - contra, intro & boss lair
DOPO - Seaweed
tujiko noriko / aoki takamasa - doki-doki last night
mikkel metal - nepal
kazumasa hashimoto - 2
final - after
the most serene republic - proposition 61
michael nyman - time lapse

"A piece of lou" reporta a um momento embaraçoso que tratei de exorcisar na batongoville. depois houve uma violência quase animal. imaginei este batongoville como uma ida a um jardim zoológico sem jaulas e a partir de de "seaweed" encontrar esconderijo na piscina dos golfinhos. proposition é o underwater love dos smoke city na versão homem / golfinho. time lapse está ali apenas para preencher os minutos que eram necessários.

Reacções sortidas ao batongo 1.3 (6 ouvintes não podem estar enganados)

já tamos aki todos no Mosh!!!

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****** diz:
hardcoore
****** diz:
isto baralha me a neurose

a minha cabeça com este tipo de som da o knock out

Thursday, March 16, 2006

reacções sortidas ao batongo 1.2

***** diz:o principio tava um bocado mamado

***** diz:mas depois ficou mais sobrio

***** diz:houve cenas ainda mais mamadas

***** diz:tenho que te tirar o peyote

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****** diz:isto é uma clinica veterinaria pa os clientes a entrar e tal e a houvirem este som alto passavam se

****** diz:se entrasse o meu boss porta adentro tava fudidissima

sementes do mal

texto que acompanhou a candidatura da maquete do batongo 1.0 que percorria umas malhas dos melvins, deerhoof, low e depois adormecia com o planar ambient de eluvium, pan am e brian eno, o padrinho espiritual das fases mais límpidas dos batongos.

o texto:

pow! glup. ufa... A distância de "Batongoville" ao ouvinte é equivalente à que separa um alarmante pós-qualquer-coisa de um ambient tipo lagoa, o noise incomodativo do easy-listening mandrião, o rubor associado ao colapso do verdejante regaço. Em modo episódio isolado e com uma consciência narrativa gerida pela vontade de cada semana, proporciona-se a cada programa um jogo de xadrez musical entrecolossos. Vale tudo excepto o previsível. Mais que um programa, "Batongoville" é um dispositivo desensações. Batongo! Batongo! Batongo! (acrescentaresgar de horror e som reproduzido pelo espumar daboca).

O primeiro batongo tinha um tempo intermédio para meditação sobre a tragédia, mas essa adaptação não é obrigatória a todos os programas. Pode nem sequer ser um episódio isolado, como é mencionado.

anti-notícia

notícia a constar de www.underworldmag.org - Entulho Informativo.

Batongoville na Rádio Zero

Mais que um simples programa de rádio, “Batongoville” é um conceito. DJ Giant Ameba e DJ Wayne Gale elaboram um programa de rádio livre, autista face à tendência imposta por play-lists e dado a narrativas que comecem em tragédia e terminem em calmaria aveludada (ou vice-versa). “Batongoville” é adormecer ao sábado sem certeza do lugar onde se vai despertar no domingo. Trip agridoce que pode ter como motes temáticos os percursos de autocarros míticos (caso do 56), slogans evangélicos, o pós-romantismo de plataformas de convívio como o Hi5 e MySpace, diferenças entre lavabos masculinos e femininos (e o quão benéfico podia ser unir isso num mesmo espaço unisexo), gatos sinistros celebrizados por Journals e Fotologs mantidos na Internet, memórias fragmentadas de viagens de ambulância. Batongo! Batongo! Batongo! Unidos havemos de fazer do cabelo do Kenny G e Michael Bolton o tapete das nossas casas de latão.

“Batongoville” transmite on-line às 19 horas de Quinta-Feira e às 21 de Domingo em http://rute.ist.utl.pt/.


De entre aqueles motes temáticos constam já pistas para futuros Batongos.

press-release

primeiro press-release:

Carissimos,

venho assim dar conta da ida para o ar de um novo programa de rádio, que deste modo sucede a rubricas de estatuto lendário como é o caso de Kabul Happy Hour (na mítica rádio da FCSH que parecia um urinol) ou Intervalos Espinhados na velhinha secundária de Mafra.

Entretanto acumulei mais 3 ou 4 anos e já deixei de alimentar esperanças em ser o próximo Gabriel Alves. Por isso, decidi, em parceria com o meu caro DJ Wayne Gale, elaborar um programa de rádio livre e dado a narrativas que comecem em tragédia e terminem em calmaria aveludada. Ou então não e isto é mesmo uma cilada de proporções KGBianas.

A coisa emite às 19 de Quintas-feiras (a primeira é já hoje) e repete às 21 de Domingo (onde vai ter de concorrer com os grandes jogos da jornada).

horário aqui:
http://193.136.198.23:8000/programs/batongoville/

escuta-se aqui:
http://193.136.198.23:8000/ouvir/

Obrigado. Encontramo-nos nas trincheiras.

DJ Giant Ameba / DJ Wayne Gale

Batongo 1.1

O Batongo 1.1 foi transmitido nos dias 9 e 12 de Março para agrado das 4 pessoas a que o escutaram em religiosidade. Obrigado a todas.

O alinhamento era o seguinte (e desde já peço desculpa por qualquer erro, mas dificilmente irei perder tempo a verificar os nomes das músicas tocadas):

animal collective - hey light
trail of dead - catterwaul
23 skidoo - coup
chris abrahams - can of faces
papa m - track 8
the evens - blessed not lucky
cass mc combs - equinox
neil young - motion pictures
bardo pond - walking clouds
taylor deupree - forest opaque
final - after
cliff martinez - no swinging the club in the car
pluramon - flageolea
christopher o riley - let down

Por força do formato, as duas últimas faixas foram amputadas e a narrativa terminou de forma abrupta (como um galho que não chegou a acumular força para suportar um ninho de ave). Reparei também agora que repeti a faixa de Final nos dois primeiros programas. Ooops... Fica-se a saber da minha parcial obsessão pelo trabalho do Justin Broadrick.