Thursday, March 16, 2006

sementes do mal

texto que acompanhou a candidatura da maquete do batongo 1.0 que percorria umas malhas dos melvins, deerhoof, low e depois adormecia com o planar ambient de eluvium, pan am e brian eno, o padrinho espiritual das fases mais límpidas dos batongos.

o texto:

pow! glup. ufa... A distância de "Batongoville" ao ouvinte é equivalente à que separa um alarmante pós-qualquer-coisa de um ambient tipo lagoa, o noise incomodativo do easy-listening mandrião, o rubor associado ao colapso do verdejante regaço. Em modo episódio isolado e com uma consciência narrativa gerida pela vontade de cada semana, proporciona-se a cada programa um jogo de xadrez musical entrecolossos. Vale tudo excepto o previsível. Mais que um programa, "Batongoville" é um dispositivo desensações. Batongo! Batongo! Batongo! (acrescentaresgar de horror e som reproduzido pelo espumar daboca).

O primeiro batongo tinha um tempo intermédio para meditação sobre a tragédia, mas essa adaptação não é obrigatória a todos os programas. Pode nem sequer ser um episódio isolado, como é mencionado.

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